Origem e Causas da Pobreza em Angola
INTRODUÇÃO
O longo conflito que durante quase três décadas prevaleceu em Angola, cujas consequências – difíceis de quantificar com rigor – atingiram sobretudo a sua componente humana, causou a crise humanitária que infelizmente predominou e ainda hoje se regista no país.Estima-se que 1 milhão de pessoas m
orreram em 27 anos de guerra civil. Mais quatro milhões – cerca de 30% da população – foram desalojados das suas casas, refugiando-se nas cidades do litoral – particularmente na capital do país – e nos países limítrofes..O Governo de Angola pretende ao longo desta década reduzir substancialmente a incidência da pobreza, fixando como meta, em consonância com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, com o programa do NEPAD e da SADC, uma redução em 50 por cento da proporção da população com menos de um dólar diário até 2015. O cumprimento desta meta exigirá um esforço contínuo e vigoroso da parte do Governo e de todos os parceiros da sociedade angolana. A comunidade internacional terá também um importante papel a jogar na partilha de conhecimento e no colmatar das lacunas de financiamento de um programa tão vasto como urgente.DESENVOLVIMENTO
No decorrer dos últimos anos, a problemática da pobreza no mundo em desenvolvimento, tem constituído preocupação crescente dos respectivos governos e da comunidade internacional. Com efeito, uma série de eventos sobre o tema da pobreza têm vindo a ser realizados ao nível mundial. Merecem destaque a Conferência Mundial para o Desenvolvimento Social, realizada em 1995, e, mais recentemente, em 2000, a Cimeira do Milénio.Encontra-se já presente no Programa do Governo para 2003-2004, que agora num contexto de paz, enfatiza as acções de emergência, visando a reconciliação nacional e a reinserção dos desmobilizados, deslocados e refugiados no contexto económico e social angolano. Para além da consolidação do processo de paz, impõe-se ao Governo assegurar o funcionamento da administração do Estado em todo o território nacional, estender os serviços básicos de saúde e de educação a toda a população, em especial aos mais carenciados, reabilitar as infra-estruturas económicas de base e promover um ambiente económico e social estável que constitua a base para a revitalização da economia nacional e para a promoção de um processo de desenvolvimento abrangente e sustentável.O Governo identificou dez éreas de intervenção prioritária como estratégia de combate á pobreza, nomeadamente:
(i) A Reinserção Social;
(ii) (ii) a Segurança e Protecção Civil;
(iii) (iii) a Segurança Alimentar e Desenvolvimento Rural;
(iv) (iv) o VIH/SIDA,
(v) (v) a Educação;
(vi) (vi) a Saúde,
(vii) (vii) as Infra-estruturas Básicas;
(viii) (viii) o Emprego e Formação Profissional
(ix) (ix) a Governação;
(x) e (x) a Gestão Macro-económica.
ORIGEM DA POBREZA EM ANGOLA
Sabe-se que os principais agentes padronizadores da origem dos muitos males como a pobreza que assolam o nosso pais são nomeadamente a guerra , e o fraco empenho profissional nacional , má racionalização dos recursos no pais , a ma governação , as crises sociais e sem exceção as doenças que contribuem de forma significativa as dificuldades que mais tarde dão origem a pobreza , como o caso da cólera e do Marburg e outras doenças .A pobreza não tem vantagens nenhuma para nos ao contrario ela acrraecta consigo muitas desvantagens , para os individuos de camada baixa na nossa sociedade , la é desfavoravel aos pobres
POLITICAS DO GOVERNO PARA COMBATER A POBREZA EM ANGOLA
SECTORES
No actual contexto de pós-guerra a reinserção social dos desmobilizados, deslocados e refugiados é um objectivo estratégico da máxima prioridade para assegurar a consolidação da paz e da unidade nacional e para a promoção do desenvolvimento local. As intervenções no âmbito da ECP visam criar as condições para a fixação das populações nas suas áreas de origem, ou em áreas determinadas como mais apropriadas, e promover a dinamização económica, social e cultural destes locais. De forma complementar, é essencial garantir a segurança e protecção do cidadão. A desactivação das minas e outros engenhos explosivos que estejam espalhados pelo território, nacional é condição fundamental para permitir a total liberdade de circulação de pessoas e bens, em particular, no meio rural que foi mais duramente afectado pelo conflito armado e que constitui um dos principais destinos das populações deslocadas.
A Segurança Alimentar e o desenvolvimento rural são também aspectos do próprio processo de reinserção social. A revitalização da economia rural ajudará a fixar a população no campo e conduzirá, progressivamente, a uma redução da dependência de produtos agrícolas provenientes do exterior. O sector rural é uma das áreas estratégicas do futuro desenvolvimento de Angola, dado o seu potencial de criação de emprego e geração de rendimento no sector familiar e a sua vital importância para a redução da dependência comercial e, consequentemente, da vulnerabilidade do mercado interno.Num contexto de maior mobilidade de pessoas e bens e dinamismo, económico, é fundamental prevenir a propagação, do VIH/SIDA que atinge proporções alarmantes nos países vizinhos. Será também necessário mitigar o impacto sobre os portadores de VIH/SIDA proporcionando-lhes o acesso aos cuidados de saúde e nutrição necessários e a integração social. A educação constitui um dos elementos chave do desenvolvimento humano, aumentando as oportunidades do indivíduo em sociedade. A educação é também essencial para o crescimento económico, porque aumenta a quantidade e qualidade do capital humano disponível ao processo de produção.
SECTORES
No actual contexto de pós-guerra a reinserção social dos desmobilizados, deslocados e refugiados é um objectivo estratégico da máxima prioridade para assegurar a consolidação da paz e da unidade nacional e para a promoção do desenvolvimento local. As intervenções no âmbito da ECP visam criar as condições para a fixação das populações nas suas áreas de origem, ou em áreas determinadas como mais apropriadas, e promover a dinamização económica, social e cultural destes locais. De forma complementar, é essencial garantir a segurança e protecção do cidadão. A desactivação das minas e outros engenhos explosivos que estejam espalhados pelo território, nacional é condição fundamental para permitir a total liberdade de circulação de pessoas e bens, em particular, no meio rural que foi mais duramente afectado pelo conflito armado e que constitui um dos principais destinos das populações deslocadas.
A Segurança Alimentar e o desenvolvimento rural são também aspectos do próprio processo de reinserção social. A revitalização da economia rural ajudará a fixar a população no campo e conduzirá, progressivamente, a uma redução da dependência de produtos agrícolas provenientes do exterior. O sector rural é uma das áreas estratégicas do futuro desenvolvimento de Angola, dado o seu potencial de criação de emprego e geração de rendimento no sector familiar e a sua vital importância para a redução da dependência comercial e, consequentemente, da vulnerabilidade do mercado interno.Num contexto de maior mobilidade de pessoas e bens e dinamismo, económico, é fundamental prevenir a propagação, do VIH/SIDA que atinge proporções alarmantes nos países vizinhos. Será também necessário mitigar o impacto sobre os portadores de VIH/SIDA proporcionando-lhes o acesso aos cuidados de saúde e nutrição necessários e a integração social. A educação constitui um dos elementos chave do desenvolvimento humano, aumentando as oportunidades do indivíduo em sociedade. A educação é também essencial para o crescimento económico, porque aumenta a quantidade e qualidade do capital humano disponível ao processo de produção.
Os principais objectivos na área da educação incluem o alcance de educação básica universal e a erradicação do analfabetismo, de forma a garantir que toda a população tenha oportunidade de desenvolver as capacidades mínimas para combater a pobreza. A saúde da população é um elemento igualmente importante do desenvolvimento humano e constitui uma condição necessária, para o crescimento económico. De facto, para poder participar no processo produtivo, e beneficiar das oportunidades que advenham do crescimento económico o indivíduo precisa de gozar de boa saúde. Os principais objectivos da área da saúde são garantir a prestação dos serviços básicos de saúde, com a qualidade necessária, a toda a população, tendo como principais grupos-alvo as mulheres e crianças.O prosseguimento dos esforços de prevenção e combate das grandes endemias com maior expressão em Angola e da pandemia do VIH/SIDA serão vitais para garantir que um futuro próspero do ponto de vista económico e social. O desenvolvimento e das infra-estruturas básicas é fundamental para assegurar as condições básicas de habitabilidade a toda a população e para criar as condições de base ao processo, de crescimento económico. A melhoria da rede de estradas permitirão o melhor acesso a mercados e redução de custos, e facilitarão a comunicação e mobilidade, em especial para as populações que vivem nas zonas rurais e dependem da agricultura. Em paralelo, a provisão de água, saneamento e energia são essenciais para o desenvolvimento do capital humano e para o aumento da produção nacional. A construção de habitação social permitirá alojar e realojar as famílias vivendo em condições habitacionais precárias, no espaço urbano e rural, dando-lhes as condições necessárias para uma vida condigna.
O emprego e formação profissional jogam um papel essencial na diminuição dos Índices de pobreza dado que contribuem directamente para o exercício de actividades geradoras de rendimento, que contribuem para o sustento do indivíduo e da sua família, e promovem a valorização do capital humano nacional que é o sustento de um crescimento económico sustentável. A qualidade da governação das instituições do Estado é muito importante para garantir a provisão de serviços públicos para os mais carenciados e para orientar o processo de desenvolvimento económico, e social, garantindo a observância das normas e princípios fundamentais. O presente programa inclui políticas para promover a boa governação de várias formas, incluindo: o reforço da capacidade e eficiência do sistema judiciário, protegendo os direitos e liberdades dos cidadãos e impondo o cumprimento dos contratos; a reforma das instituições públicas para melhor responderem as necessidades da população, iniciando a simplificação de procedimentos burocráticos; a descentralização e desconcentração da administração pública para níveis próximos das comunidades; e a modernização dos processos de planeamento e da gestão das finanças públicas. A gestão macro económica constitui um importante complemento dos desenvolvimentos descritos anteriormente. Um clima macro-económico, estável é fundamental para garantir a confiança dos investidores e criar as condições propicias para o aumento da actividade empresarial e consequente geração de emprego e aumento do rendimento da população. Os investimentos convergem mais fluidamente para contextos económicos caracterizados por baixa inflação, estabilidade das taxas de juro e das taxas de câmbio, estruturas fiscais transparentes e incentivadoras das iniciativas privadas, gestão pública, eficiente e sistemas judiciais defensores da livre iniciativa e da propriedade privada. Os esforços de estabilização já em curso deverão ser definitivamente acentuados, de modo a que as condições para o incremento da actividade económica se consolidem definitivamente e suportem um desenvolvimento económico e social sustentável.
CONCLUSÃO
Em Angola, devido à situação que caracteriza o país e ao seu passado recente, as acções de carácter humanitário têm vindo a adquirir um carácter preponderante. Desde 1985 que a Comissão Europeia tem vindo a apoiar sobretudo as populações afectadas pelo conflito – nomeadamente através dos seus dispositivos mais vocacionados para este efeito – o gabinete de Ajuda Humanitária da Comissão Europeia, a ECHO e a unidade de Segurança e Ajuda Alimentar. Com o fim das hostilidades, uma atenção especial tem sido prestada às províncias e às zonas que apenas recentemente se tornaram acessíveis à comunidade humanitária, onde as taxas de má-nutrição são elevadas e os riscos de epidemia maiores. A nível internacional, considera-se o limiar da pobreza em 2 USD dia e em 1 USD/dia para a pobreza extrema. Em Angola, a fronteira para a pobreza extrema está situada em 22,8 USD/mês (0,76 USD/dia) e em 51,2 USD (1.70 USD)/dia para a pobreza.De acordo com os dados do inquérito das receitas e despesas das famílias, realizado pelo INE, (IDR e MICS) 1996 e 2001, a pobreza abrangia em 2000 cerca de 68% da população havendo 26% em situação de pobreza extrema. A pobreza agravou-se de 36% em 1990 para 68% no ano 2001. A pobreza extrema agravou-se de 13% em 1996 para 26% no ano 2001.
Índice
CONCLUSÃO
Em Angola, devido à situação que caracteriza o país e ao seu passado recente, as acções de carácter humanitário têm vindo a adquirir um carácter preponderante. Desde 1985 que a Comissão Europeia tem vindo a apoiar sobretudo as populações afectadas pelo conflito – nomeadamente através dos seus dispositivos mais vocacionados para este efeito – o gabinete de Ajuda Humanitária da Comissão Europeia, a ECHO e a unidade de Segurança e Ajuda Alimentar. Com o fim das hostilidades, uma atenção especial tem sido prestada às províncias e às zonas que apenas recentemente se tornaram acessíveis à comunidade humanitária, onde as taxas de má-nutrição são elevadas e os riscos de epidemia maiores. A nível internacional, considera-se o limiar da pobreza em 2 USD dia e em 1 USD/dia para a pobreza extrema. Em Angola, a fronteira para a pobreza extrema está situada em 22,8 USD/mês (0,76 USD/dia) e em 51,2 USD (1.70 USD)/dia para a pobreza.De acordo com os dados do inquérito das receitas e despesas das famílias, realizado pelo INE, (IDR e MICS) 1996 e 2001, a pobreza abrangia em 2000 cerca de 68% da população havendo 26% em situação de pobreza extrema. A pobreza agravou-se de 36% em 1990 para 68% no ano 2001. A pobreza extrema agravou-se de 13% em 1996 para 26% no ano 2001.
Índice
1 – Introdução --------------------------------------------------------------------------------
2 – Desenvolvimento --------------------------------------------------------------------------
3 – A pobreza em angola ----------------------------------------------------------------------
4 – O governo empenhado no combate a pobreza -------------------------------------------
5 – Conclusão -----------------------------------------------------------------------------------
6 – Bibliografia ----------------------------------------------------------------------------------
BIBLIOGRAFIA
Esta matéria é uma execelencia da biblioteca da União dos Escritores Angolanos
Luanda / 21 / 08/ 03 – 05 - .Epistimologia da pobreza em angola = Edição de S.paulo .( PNUD) «« 1999 – vol.XVIII – Edições Europa Africa – axiliada pelo site : angola.unfpa.org - www.sarpn.org.za/documents


