Monday, July 24, 2006

A divisão do trabalho em angola



INTRODUÇÃO

As estatísticas de trabalho encontram-se fundamentalmente no centro de numerosas controvérsias, sobretudo nos países em desenvolvimento. Na origem destes, existe o facto de que as medidas estatísticas exigem critérios precisos enquanto que a as situações concretas são complexas e imprecisas, e que por vezes elas evoluem mais depressa do que os instrumentos considerados para apreendi-os . Elas resultam igualmente em muitos destes países existe uma falta séria de informações precisas sobre certas franjas da população. . Esta descrição válida também na situação concreta e específica de Angola está agravada por um estado de guerra conforme referenciamos bastante, desmembrou o país em ‘arquipélagos”.

DESENVOLVIMENTO


O INE efectua trimestralmente o Inquérito ao Emprego (IE) que tem por principal objectivo caracterizar a população face ao mercado de trabalho. A informação recolhida por este inquérito permite analisar o mercado de trabalho enquanto uma realidade dinâmica e, deste modo, ser um ponto de partida para a elaboração de políticas socio-económicas. O Inquérito ao emprego tem por objectivos: fornecer um indicador do mercado de trabalho comparável internacionalmente; avaliar, ao longo do ano, o volume de emprego, desemprego, volume de mão-de-obra disponível; permitir comparar fenómenos de emprego regionais assim como estabelecer a actual tx de emprego e desemprego , em Angola e arredores .

O caso angolano merece enfim de uma precaução e cautela na manipulação e
tratamento dos dados estatísticos fornecidos independentemente das fontes; porque estes nào são neutros relativamente aos aspectos que estão em jogo em presença e aos objectivos preconizados pelas parte em conflito. A fronteira entre o emprego, o desemprego e a inactividade é por vez muito difícil de se aperceber. A produtividade do trabalho é muitas vezes extremamente fraca. O verdadeiro critério de emprego deveria ser o de um salário suficiente para assegurar a sobrevivência do indivíduo e da sua família. Os inquéritos conduzidos nos países em desenvolvimento para avaliar o emprego fornecem números na maior parte das vezes pouco representativos da realidade, assim como as definições sobre as quais elas assentas são criticáveis.As situações delicadas entre o emprego e o subemprego são mal medidas. Deste modo é muito difícil obter estatísticas significativas de emprego e subemprego.

Os laços entre estes conceitos, populacão activa, emprego, desemprego, logicamente são simples; contudo eles dão lugar à uma série de medidas; às imbricações e sobreposicões relativamente complexas que é preciso esclarecer previamente.A observação em referencia é uma séria chamada de atenção não só no que antecede mas também pela fiabilidade do conteúdo do inquérito sobre o emprego e o desemprego na cidade de Luanda. Um trabalho que nos abordamos na terceira parte do nosso trabalho. Estas observações servem-nos em fim de tipo prevenção tendo em conta esta conjuntura particular na maneira de tratar as fontes. Esta tomada de posição.em convergência com o ponto em referencia sobre as considerações e aspectos críticos formulados`sobre as fontes utilizadas. Assim, a análise da demografia da actividade, a definição e a duração da actividade da população procedem historicamente da necessidade pelos utilizadores desta fonte produtiva em localizar as reservas de mão de obra em função de seu grau de mobilização actual ou potencial, na actividade económica. Passe-se assim por círculos sucessivos, da população total, para - a população em “idade de trabalhar” - a população em idade de trabalhar comprometida na actividade económica - a população comprometida na actividade económica e efectivamente ocupada. Convém por isso considerar as três referencias da noção de população activa (a idade de trabalhar, a actividade económica antes de abordar a definição institucional actual da população activa.”A população activa reagrupa as pessoas as realmente mobilizados na actividade de mercado e as que desejosas de estarem disponíveis, podem se consideradas como imediatamente mobilizados.

As limitações das estatísticas de trabalho

O desemprego dos mercados de trabalho tem sido avaliado convencionalmente com base na taxa de desemprego. Mas a relevância e utilidade de taxa de desemprego para este propósito difere entre países e ao longo do tempo. Tal como é definida e medida habitualmente, a taxa de desemprego é mais baixa em muitos países em desenvolvimento do que em países da OCDE. Isso não significa que os mercados de trabalho sejam eficientes nesses países em desenvolvimento. O desemprego definido
como a completa falta de trabalho, é apenas uma manifestação do problema de
emprego que estes países enfrentam.

TX DE DESEMPREGO E EMPREGO


A tx de desemprego e emprego em Angola e no mundo define-se como sendo uma percentagem da população economicamente activa que que pode ser calculada com base em diferentes metodologias .O calculo é feito com base em dados de seis ou mais regiões ,metropolitanas . O mundo preciso criar 43 milhões de empregos por ano para compensar o progressivo aumento da população e, ao mesmo tempo, reduzir o desemprego, que já atinge mais de 192 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), uma agência da ONU.

As empresas e instituições encarregadas da difícil tarefa do calculo da tx de emprego e desemprego a dotam o critério de desemprego total, que engloba também o desemprego oculto. Nessa categoria estão aqueles que não procuraram emprego por desalento ou porque estavam exercendo um trabalho precário. Esses cálculos levam a resultados muito diferentes. Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, enquanto o INE aponta em Agosto de 2000 uma taxa de desemprego aberto de 7,55%, a Fundação Seade e o Dieese chegam a uma taxa de desemprego total de 17,7%.


Emprego é a função e a condição das pessoas que trabalham, em caráter temporário ou permanente, em qualquer tipo de atividade econômica. Por desemprego se entende a condição ou situação das pessoas incluídas na faixa das "idades ativas" (em geral entre 14 e 65 anos), que estejam, por determinado prazo, sem realizar trabalho em qualquer tipo de atividade econômica.
A desocupação de uma percentagem de três por cento da força de trabalho é considerada nos países capitalistas como desemprego mínimo ou normal e só acima desse índice é que se fala em desemprego. Há quem considere essa quota como necessária ao desenvolvimento da indústria. Os defensores dessa tese afirmam que uma certa porcentagem de desemprego é salutar à economia, por constituir uma reserva de mão-de-obra para a expansão industrial
.

NOS PAISES DESENVOLVIDOS

Calcula-se que nos países menos desenvolvidos de 25 a 30% do potencial de trabalho seja perdido por meio do desemprego e do subemprego. No entanto, a taxa de crescimento demográfico extremamente alta não é a principal causa de subutilização da força de trabalho. O problema se deve basicamente a graves desequilíbrios e inadequações nos sistemas econômicos e sociais desses países. Entre esses fatores, aponta-se a má distribuição de renda. Angola tem 7,6 milhões de desempregados segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio de 1999 (PNUD-1999). Ela fica em terceiro lugar em número de desempregados no mundo. Acima dele estão a Índia, com quase 40 milhões, e a Rússia com 9,1 milhões, segundo cálculo foi feito pelo economista Márcio Pochmann da Unicamp. Em agosto de 2000, a taxa média de desemprego foi de 7,15%. Esse cálculo é feito pela Pesquisa Mensal de Emprego do INE nas seis principais regiões metropolitanas do país e serve como indicativo da taxa global de Angola



CONCLUSÃO

Esse problema se agrava ao longo da década de 90. A taxa de desemprego, que era de 4,03% em Agosto de 1991, chega a 7,80% em agosto de 1998. Nos primeiros oito meses de 2000, a taxa é, em média, de 7,65%. O factor que mais contribui para o aumento do desemprego é o baixo ritmo de crescimento económico do país. No período 1991-1999, a taxa média anual de incremento do PIB é de apenas 2,5%. Com isso menos oportunidades de emprego são criadas. As crises externas , como o ataque especulativo na Ásia em 1997 e a moratória da Federação Russa, em 1998, também contribuem para o crescimento lento da economia Angolana .


Bibliografia
Resumo Extraído de EnciclopédiasProjeto Renasce Brasil

INDICE

1 – Introdução -----------------------------------------------------------------------------------------------

2 – Desenvolvimento ----------------------------------------------------------------------------------------

3 – A tx de emprego e desemprego ------------------------------------------------------------------------

4 – Conclusão -------------------------------------------------------------------------------------------------

5 – Bibliografia ------------------------------------------------------------------------------------------------






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